1ª) É de uma pesquisa interna: se fosse hoje a eleição para presidente da Federação, Hélio Cury seria reeleito com 75% por cento dos votos. Se já era favorito natural por ter o poder, tornou-se, ainda mais, com a elitização por Atlético e Coritiba, da candidatura de Ricardo Gomyde. Mas dois fatos, em especial, estão trabalhando a favor de Cury: a tentativa de convencer os eleitores com ameaças (caso do Foz) inclusive que partiriam, também, do Palácio Iguaçu, e o pedido para o prefeito Fruet afastar Reginaldo Cordeiro da chapa da situação. A tentativa de neutralizar os clubes amadores com a presença do secretário Ricardo Macdonald não irá ter efeito, por não ter influência na suburbana.
2ª) O presidente Romeu Bacellar está incentivando o uso no Coritiba do mesmo instrumento que Petraglia usou no Atlético quando foi eleito há três anos: para justificar a não formação de um grande time, não aprovar ou dificultar as contas do presidente anterior. Na última reunião do Conselho, Bacellar chorou as pitangas, justificando que não poderia cumprir as promessas feitas na campanha, em razão das dividas que teriam sido deixadas por Vilson Ribeiro de Andrade. Se for seguir conselhos, Bacellar vai acabar autorizando o clube a entrar com ações contra a antiga diretoria, como o Atlético entrou contra Marcos Malucelli.
3ª) O empresário Carlos Werner, o ex-presidente Aquilino Romani e o ex-diretor Vavá, protegidos por um membro da torcida organizada, foram à sede do Paraná oferecer um auxilio de 4 milhões de reais ao clube. Condição: Rubens Bohlen deveria renunciar a presidência a favor de Casinha, o vice-presidente que está louco para assumir. Bohlen é claro, não aceitou. Como diria o trepidante repórter Biro-Biro, Carlos Werner é daqueles que tem bala na agulha.
4ª) É mesmo para ter pena da torcida do Atlético. Ontem, ao invés do técnico ou um jogador falar, o gerente de futebol Marcio Lara reuniu a imprensa para dizer que não sabe se contra o Jotinha, o Furacão vai jogar com o time titular ou com o sub-23. A afirmação do gerente deve ter causado grande impacto. Aqui, entre nós: é brincadeira.