Quase perfeito

Em Novo Hamburgo, Internacional, 2; Atlético, 2.

Futebol é ocupação de espaços foi uma das lições deixadas por Telê Santana. O Atlético a adotou em Nova Hamburgo e quase foi à perfeição no jogo com o Internacional. Só não foi porque no seu único minuto de desatenção não ocupou o espaço pelo meio por onde Damião criou a jogada gol empate de Otávio. De resto, o Furacão foi absolutamente brilhante.

A idéia de supremacia no jogo em razão da posse de bola, nem sempre indica o melhor em campo. Um time de funções definidas, transformadas em organização coletiva, fica mais próximo da vitória. No jogo de Novo Hamburgo foi assim: o Inter teve o domínio da bola, mas o Atlético teve o domínio do jogo em razão do seu equilíbrio tático, que o projetou a ocupação de espaços. Comandou duas vezes o placar com gols de João Paulo e Ederson. Foi o Inter que teve que correr pelo prejuízo, e só o evitou pela desatenção de Luiz Alberto e Manoel no final, 2 x 2.

Zezinho foi o melhor. E já é o melhor jogador do Atlético até esse momento no campeonato.

Derrota

No Couto Pereira, Coritiba, 0; Vasco, 1.

Com Alex em campo, o Coritiba jogava mal e já perdia: 1 x 0. Sem Alex desde o intervalo, o Coritiba continuou jogando mal e perdeu: 1 x 0. E desta vez saiu vaiado e foi só pela derrota, que até poderia ser evitada diante da limitação do Vasco. Foi porque o time quis sair de suas caraterísticas. Ao invés de se superar para cobrir a falta de qualidade, quis jogar tecnicamente o que não sabe. A vitória sem Alex em Porto Alegre foi uma exceção. Quando é preciso jogar dentro de um conceito amplo, falta recursos.

Chico foi o melhor do time.

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