Pulo financeiro

O último balanço da administração de Giovani Gionédis contabilizava que o Coritiba era devedor de R$ 11 milhões. Dois anos depois, o clube anuncia um déficit de R$ 59 milhões. Não será surpresa se o G-9 entregar o clube em dezembro, ou nele continuar, com a reeleição, com R$ 70 milhões de dívidas.

Para onde foram as promessas que o G-9 fez na campanha para derrotar o candidato de Giovani? O mais grave é a omissão de seus dirigentes de enfrentar esses números. Se fosse a hipótese de apenas não pagar a dívida herdada, os encargos a elevariam para R$ 20 milhões. Mas são R$ 59 milhões, que o balanço informa como déficit, o que sugere que, em três anos e meio, o clube se endividou em R$ 39 milhões. E só um título estadual.

Os dirigentes do Coritiba deveriam seguir o exemplo de Marcos Malucelli, que quando assumiu a presidência do Atlético mostrou as cartas, ou as dívidas. Viu-se, então, que se a situação rubro-negra é difícil, não é temerária, na medida em que nos R$ 18 milhões estão muitas composições ainda não exigidas.

O Coritiba pode, perfeitamente, estar na mesma situação. Mas será difícil explicar este gasto extraordinário de R$ 39 milhões, na medida em que não houve um único investimento. Não se colocou um tijolo no Couto Pereira, e não se ganhou grandes títulos, porque o estadual de 2008, o Coritiba tem mais de 30. Mais grave, o raciocínio lógico: se não há como combater essa dívida hoje, não poderá faze-lo até o final do ano. O mercado de jogadores já não é mais o mesmo, e as opções de negócio futuro estão resumidas em Felipe e Pedro Ken.

O fim do mandato do G-9 está perto. Como entregará o clube para o próximo presidente, principalmente se for para Gustavo Hauer, o candidato mais forte nesse momento?

Convocação

Pensava eu que Dunga fosse insensível apenas nos negócios. Mas, também, o é no futebol. Nenhum volante avançado (é o novo conceito) está jogando entre os brasileiros, como Kleberson, do Flamengo. Seus últimos jogos foram brilhantes. Contra o Inter, no Beira Rio, foi excepcional. Mas fica Gilberto Silva, Felipe Melo e Josué.

Nem lembro de Fernandinho, o melhor jogador da Copa da Uefa. Não lembro, porque os interesses de Dunga não chegam por lá.

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