Uma surpreendente compreensão da torcida do Coritiba dedica-se ao treinador Gilson Kleina. Surpreendente porque, perdendo o título para o rival histórico por uma diferença de gols extravagante (cinco), não se tem notícia de que o técnico está sendo pressionado.

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O que se extrai desse silêncio não é amadurecimento pela consciência de que há projeto sendo executado, e que esse depende de tempo. O que há é a compreensão da torcida de que Kleina também é vitima, em razão da falta de qualidade de um grupo limitado de jogadores. Já tenho uma outra opinião sobre o trabalho de Kleina na decisão: o Atlético foi tão superior que absorveu os equivocos do técnico e dos jogadores do Coritiba. Querem um exemplo: no gol de Walter, o primeiro do Furacão, no Couto Pereira, houve falha do goleiro Elisson, que ninguém apontou.

No futebol, consciência e compreensão têm vida curta, dependem de resultados. Na próxima derrota, Gilson Kleina provocará uma dúvida: deve continuar? E na seguinte provocará uma certeza: ser demitido.

Mudança
Vi um vídeo que o Atlético produziu dos seus momentos antes, durante e depois do jogo. O que me provocou a atenção foi o fato ocorrido antes: nenhum dirigente eleito. Só o treinador Autuori e os jogadores. Antigamente, o vestiário do Furacão era uma festa antes de um jogo importante. O fato atual revela o impressionante o grau de profissionalismo que o doutor Mário Celso Petraglia pregou e implantou no clube. O exemplo é dado por ele, que só vai depois do jogo.

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Desta vez falou agradecendo aqueles que realmente deram o título: Autuori e os jogadores. E falou surpreendente tranquilo.

Carência
O treinador Dunga listou 40 jogadores que ficarão à sua disposição para a Copa América. Entre os quarenta, nenhum dos clubes do Paraná. Sendo que o projeto também alcança as Olimpíadas, entre os 40 deveriam estar Otávio e Juninho. Otávio, do Atlético, principalmente.

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Sei que analisar convocação é questão de ponto de vista. Mas, no caso, antes de criticar Dunga, é preciso provocar uma questão: a falta de jogadores olimpicos não seria resultado de um trabalho de base ruim dos nossos clubes? É assunto de pauta para os editores.