Não foi por falta de consciência ou iniciativa que o Atlético passou o dia sem mudar o comando técnico. Foi por falta de opções, pois o mercado de técnicos está esvaziado à essa altura da temporada. Foi pensado em Ivo Wortmann, mas consultas feitas aos clubes por onde ele passou não incentivaram a sua contratação. Não teria personalidade para dirigir um time, que vive sob pressão, como é o Atlético. E principalmente esse Atlético que está aí constrangido por seqüências de derrotas.
Carlos Roberto, que foi demitido do Botafogo, não foi cogitado, o que prova que existe ainda um pouco de bom senso. Antes, o Atlético primeiro resolvia a demissão do treinador, para só então ir atrás de outro. Era quando tinha um assistente de plantão. Nem isso sobrou. Todos que havia foram demitidos. Os dois últimos foram Riva de Carli e Vinicius Eutrópio. Borba Filho, que poderia ser a opção temporária, está na Venezuela com as categorias de base. Então, fica Givanildo pelo menos até amanhã.
Não adianta a torcida constrangê-lo contra o Juventude. A derrota em São Caetano foi culpa dos jogadores: Ivan, Erandir, Danilo, Ferreira e Herrera, tornam impossível arrumar um time. No estadual, o Atlético foi eliminado ainda na segunda fase, e pela ADAP. Na Copa do Brasil foi eliminado pelo Volta Redonda. E tinha Dagoberto. Ainda assim, não teve consciência de que o time era frágil para jogar o Brasileiro.
Dagoberto tem que jogar, já está bom. Evandro tem que jogar no meio, Marcelo Silva na frente da zaga, e Dênis Marques como atacante com Pedro Oldoni. O que tem que ser feito é evitar ficar pior do que foi em São Caetano. Hoje, demitir Givanildo e contratar outro técnico, passou a ser secundário. Primeiro tem que se evitar uma derrota para o Juventude. Depois se tomam as providências. Um novo treinador e um novo time.
Demissão
A torcida gritou para Caio Júnior cair fora do comando técnico do Paraná. Culpa da diretoria, que não teve habilidade para manter Barbieri, que já não era um grande treinador, e avaliou mal o time só por ser campeão do Paraná. Caio Júnior, por enquanto, não é culpado. O campeonato estadual engana, principalmente dirigentes que assumem a postura de professores de futebol.