É fascinante a idéia de crescer durante um campeonato com o objetivo audacioso de disputar o título. É que a sua origem não está no querer passional, estado alienado, porque quando se cresce por circunstância de momento, não existe base para manter-se. Diferente é quando esta idéia tem origem em fatos objetivos cuja ocorrência não é eventual, mas conseqüência de um projeto executado sem improviso.
Não sei se ainda é possível associar essa idéia ao crescimento do Atlético neste campeonato a partir de Levir Culpi. Presumo que pode, pois as suas vitórias contra Santos, Corinthians e Cruzeiro, times de ponta, não foram gratuitas e passaram ilesas de censuras.
Mas todo time com tradição ou não de título, por força do rigoroso equilíbrio neste campeonato, para estimular a idéia de título, passa por uma provação, reclama-se dele uma afirmação. Vejam Santos, Cruzeiro e São Paulo, que teoricamente são os grandes candidatos ao título. Pelos mais diversos motivos, nenhum deles criou o juízo de convencimento de que é candidato absoluto. Ainda precisam provar.
É o caso do Atlético para o jogo de domingo contra o Flamengo, em Volta Redonda. A derrota não irá fragmentar seu projeto, mas a vitória irá lhe dar benefícios extraordinários, os três pontos não terão apenas significado aritmético; mas de convencimento próprio de que está bem, o que vai gerar a autoconfiança, pressuposto definitivo para uma grande campanha.
Desafio
Entre Coritiba e Paraná existe um ponto em comum nesta rodada: precisam ganhar para evitar que um novo fracasso tenha conseqüência que vá além da queda na classificação.
Os olhos que antes viam de forma transparente o treinador Antônio Lopes já estão piscando. Entendo até que Lopes tem responsabilidade pela péssima campanha, dentro das exigências naturais que provocam a atuação de um treinador. Mas derrota é derrota, e independente da causa, quando se torna rotina, alcança direto o treinador.
Risco
Bem cedinho, na quarta-feira, indo atender um cliente em Campo Comprido, presenciei um fato que teve como personagem principal Mário Celso Petraglia. O grande dirigente saindo de sua majestosa mansão, dirigindo o imponente BMW 750, identificado com as letras MC, ao sair da Rua Padre Kentenich e entrar na via principal Eduardo Sprada, assustou-se com a buzina de um “golzinho” escuro. O BMW ficou em estado de repouso atravessado na ciclovia. Petraglia anda assustado.