Promessas

O futebol, como um jogo de interesses, tem a capacidade de mudar até sentimentos. Imagine o seguinte fato – que arrisco dizer que já aconteceu: desesperado, Rogério Bacellar, presidente do Coritiba, telefona para seu amigo Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético. E pergunta: “Petraglia, o Atlético vai ganhar o jogo do Avaí, sim?”.

O que Petraglia teria respondido?S

e o conheço bem, prometeu a Bacellar que, no que depender do Furacão, o Coritiba estará a salvo da segunda divisão.
Entendo que Petraglia nem deveria responder, pois a dúvida, mais do que uma preocupação, pode ter o significado de desconfiança. E não deveria prometer, também, porque já descartado do campeonato, o Atlético pode voltar a jogar mal e não ganhar do Avaí. Então, um novo fracasso, ao invés de possível, vai se tornar estranho.

É bem capaz que, se Petraglia não prometeu, irá prometer a Bacellar que o Atlético ganhará do Avaí para o bem dos coxas. Afinal, não tem nada a perder: se o Furacão não ganhar, será mais uma promessa não cumprida.

Talvez, a penúltima.

A última é não acertar o acordo tripartite do valor final da construção da Baixada, não conseguindo extinguir a execução da Fomento e deixando todo o patrimônio do clube hipotecado.

Tapetão

Depois de ameaçar impugnar a chapa de Henrique Gaede porque a prestação de contas da diretoria anterior foi recusada, agora a situação do Atlético quer impugnar a candidatura de Nadim Andraus, porque esse não seria sócio do clube, pois o camarote estaria em nome da sua empresa. Pura especulação jurídica: Andraus é conselheiro em razão do título de sócio anterior. E no caso, a condição de sócio confunde-se com a de titular dos direitos sobre o camarote.

Não acredito que Petraglia esteja querendo manter-se no poder pelo ‘tapetão’. Se for necessário usar desse expediente, estará rasgando a própria história.

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