Se Antônio Lopes tivesse um time com jogadores de qualidade insuspeita, projetaria o Atlético para jogar na forma como está jogando, que em uma aparente inversão de valores, fazendo da defesa o principal núcleo?

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A questão não é limitada a Lopes e Atlético, pois não são os únicos que adotaram esse sistema. A maior referência é o Brasil de Dunga, que definitivamente riscou o romantismo da arte, partindo do princípio de que o sistema defensivo e de marcação, é que tem preferência.

Tostão observou que o Brasil de Dunga é inusitado. Ganha de todos sem que a bola tenha que passar necessariamente pelo meio de campo. É difícil de entender, é lógico até não compreender, mas é o que ocorre.

Não acredito que apenas a qualidade técnica do time seja a causa para alterar um esquema. A projeção é mais consequência das circunstâncias dos jogos, do que especificamente da individualidade. Tanto, que já não se libera o craque para ficar à vontade. Ele primeiro tem que ser jogador, o que lhe obriga a correr, marcar e cobrir. Se tiver tempo e espaço, pode até ser craque durante um jogo.

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Mas nem Lopes conseguiria padronizar o Atlético como fez, se não tivesse um senhor, que atende pelo nome de professor Riva. Aliás, honesto como poucos treinadores, Lopes não cansa de reconhecer em Riva o ponto de partida para armar o Atlético e fazê-lo correr, em especial, no segundo tempo.

A causa de tão generoso momento é velha conhecida.

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Riva e o Atlético foram injustiçados.

Mais o Atlético porque ficou sem Riva.

Agora pelo menos vivem em amenidades.