Projeção

É certeza: o Atlético deve um bom jogo. Explico: após a vitória no Morumbi, é natural que o Grêmio já deva ter colocado na sua conta uma vitória por ser um jogo na Arena Grêmio. E por esse sentimento ser natural, está dentro da lógica de que irá jogar pressionando o Furacão.

O Atlético, em razão de que a sua base tática está na marcação e no contra-ataque, permite ambientar essa teorização dentro do otimismo. O que não pode é o Grêmio ser humilde e jogar como vem jogando: atrás, à espera do benefício de um erro adversário, que é previsível pela má postura da zaga atleticana.

Um jogo para o Furacão trabalhar sem pressão de resultado.

O que não pode é ser fragilizado emocionalmente pelas deficiências que lhe derrotaram para o Vitória. Porque se for assim, nascerá o sentimento de que o time alcançou o máximo, entrando na tendência de queda. Não é o momento de criar fantasmas com coincidências.

É isso que eu quero dizer: as características do jogo podem auxiliar o Atlético. E se perder, tem que ser “com categoria”.

Coritiba

O Coritiba joga a sua partida mais importante no Brasileiro. Contra o Flamengo, no Couto Pereira, precisa ganhar. Se não bastasse o perigo dos números, que o aproximam da zona de rebaixamento, a vitória pode não resolver sua vida futura, mas acalmará os seus nervos. Péricles Chamusca, seu novo treinador, está em uma situação privilegiada: assumiu segunda-feira, e é compreensível que por mais que possa influir não poderá atacar todos os erros que o time vem cometendo.

É um jogo de superação. É um jogo em que a responsabilidade de qualquer resultado é exclusiva dos jogadores.

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