Bem que alguns jogos não deveriam ter o intervalo em que os jogadores são recolhidos ao vestiário para ouvirem os planos daquele que convencionaram chamar de ?professor?.

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Por exemplo, se o jogo ontem de Caxias fosse contínuo, sem intervalo, é possível que o Atlético não o tivesse perdido. O que jogava, e que estava no seu limite, era o suficiente para ter o Juventude sob controle. Ia além: o empate a um gol era mais produto do erro da arbitragem que marcou um pênalti inexistente, do que das virtudes gaúchas.

O ponto nuclear para esse estado era a dupla Erandir e Marcelo Silva. Erandir, em especial. Cobria os lados, marcava no meio e defendia atrás. Era um monstro em campo. Foi quando veio o intervalo e o treinador Vadão, imaginando que Erandir poderia ser expulso, por já ter o amarelo, o substituiu por Alan Bahia.

Foi o que bastou para o Atlético ficar desmilinguido: quebrado taticamente, com o meio e os lados expostos, em poucos minutos sofreu dois gols do Juventude, e só não foi goleado em razão do goleiro Cléber, cuja fonte de milagres parece ser inesgotável. E Vadão não errou só no intervalo. Demorou em ver a inutilidade de Marcos Aurélio quando fica isolado, e de Ferreira, que já deveria ter perdido o lugar para Válber.

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Nem foi possível ter esperança com o segundo gol, de Pedro Oldoni. Aquela altura, os jogadores já não sabiam mais qual era a lição do ?professor?.

Risco

O Paraná ganhou da Ponte Preta por dois a um na Vila. Por ser um campeonato de resultados, foi salvo.

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A análise do seu jogo não pode ir além da espremida vitória, tamanhas as dificuldades que teve contra o frágil time paulista.

Prova de que só veio em um pênalti sobre Gustavo, depois da Ponte ter perdido um gol com Flávio já entregue. Pode parecer irônico, mas a impressão é a de que o Paraná sente saudades dos buracos do Pinheirão.