A explicação lógica para o equilíbrio que o Atlético está ganhando na gestão do seu futebol atende-se pelo nome de Paulo Autuori. Não se limita a Autuori como treinador, porque nessa condição ele está sujeito às variações que um jogo de futebol provoca e que não se submetem obrigatoriamente ao seu controle. No domingo contra o Vitória, na Baixada, o Atlético deve ganhar. Mas, também, podem surgir circunstâncias do jogo que lhe frustrem. Nem por isso repercutirá como regra na vida do clube.

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Essa segurança decorre do fato de que, finalmente, com Autuori introduziu-se alguém no CT do Caju que conheça o futebol em toda a sua extensão, inclusive como ciência. Ninguém nos últimos usou como Autuori usa o aparelhamento cientifico e a estrutura gerencial, que o Atlético em vinte anos criou. Autuori a usa em razão da sua capacidade constituída pela sua experiência originária das mais diversas situações de vida, inteligência e seriedade. Em razão de que essas suas virtudes são exteriorizadas de forma sincera, a autoridade que impõe não decorre da hierarquia por ser treinador, mas da sua transparência como homem.

Por gostar de ser chamado de Deus, e às vezes, se considerar superior a todos, o doutor Mário Celso Petraglia sempre pregava (e em regra, prega) que todos os técnicos são iguais. Com Autuori, mudou. Daí a razão de que todas as decisões do futebol passem por ele, inclusive as que sejam de sua iniciativa. O prestígio de Autuori é tão grande que passou a ser a cara do Atlético. O tratamento que recebe vai além de um grande treinador, mas de dono da chave do CT do Caju: abre e fecha.

O Atlético é tão extraordinário, que conseguiu de ter o impossível: um professor de Deus.

Futuro

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Um coxa, dos grandes e com influência no Coritiba, me garante que a situação de Pachequinho no comando técnico está definida. Nada que supreenda: se não perder em Belo Horizonte para o Galo na segunda, será oficializado com contrato e salário de treinador; mas se perder, voltará a ser assistente, isso se o novo técnico não exigir o seu.