Procura-se Geninho

A certa altura do jogo na Baixada, quando Ferreira batia cabeça com Marcinho, Lima suava parado num canto do campo, Valencia corria feito um doido para suprir as falhas de marcação, Rhodolfo sentia-se autorizado a ser atacante diante da inércia de Rafael Moura, lembrei-me do treinador Geninho.

Mas à frente do jogo na Baixada, quando o primário Nacional, time de final de expediente humilhava o Furacão, submetendo-o a um completo domínio tático, quando os alas Zé Antonio, Netinho e Alex Sandro se perdiam na ausência de função do pretenso esquema. Um horror. Lembrei-me de Geninho.

Quando o jogo na Baixada terminou 2×2, com os atleticanos de bom senso agradecendo o empate, porque o justo seria a derrota, lembrei-me de Geninho.

Onde anda Geninho?

Sei apenas que depois que concorreu para salvar o Atlético da segunda divisão saiu em férias. Ouvi dizer que tinha renovado contrato com o Atlético, com um salário de gente grande, mais em homenagem à torcida, do que a ele próprio.

Por que Geninho ainda não voltou?

Esse Atlético que está aí, dá dó. Parece aquele do ano passado até Geninho chegar. Os números que lhe dão a liderança são uma farsa, porque é impossível não ser líder em um campeonato como esse. Sem o mínimo de organização tática, repetitivo nos equívocos de formação do meio-campo, que isola Valencia, insistindo na condução de bola com Marcinho e o superado Ferreira, tornando imóveis dois atacantes porque a falta de um esquema impede que a bola chegue. Jogo pelos lados? Isso é coisa de futurista pelo que está se vendo.

Onde anda Geninho? não canso de perguntar.

Fiz mil ligações, procurei no Google, entrei no Messenger mas não consegui saber. Alguns, irônicos, disseram que Geninho está treinando o Atlético. Como é que um time dirigido pelo mestre, pode jogar o que o Furacão está jogando? Quem insinua que esse é o Atlético de Geninho, é maldoso, predador de sentimentos.

Um apelo ao grande povo, que deve estar com saudades do grande mestre que salva. Procurem-no com inserções no horário nobre da televisão, em faixas e em outdoors nas ruas, cartazes com fotos distribuídas nos sinaleiros, apelos nas igrejas e nos templos, dos crentes e descrentes.

Onde anda Geninho?

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