Problema e solução

Os cálculos estão levando os coxas ao desespero: para não voltarem a segunda divisão, com doze pontos à essa altura do campeonato, o time terá que ganhar mais 33 pontos, com 9 vitórias.

Os cálculos são fora de tempo, ainda é cedo para fazê-los. A questão principal não sendo aritmética, não é objetiva como parece. A questão é saber se dentro da atual diretoria do Coritiba há quem tenha capacidade de criar mecanismos, que repercutam dentro de campo.

Imagine uma reunião dos dirigentes que compõem o atual G-4 para concluir o que está errado no futebol. Pergunto: Bacellar, Macias, Griebler e Pierre Boulos têm condições de concluir quais são os problemas e dar a solução para impedir o rebaixamento? Não se trata de competência pessoal para atos gerais, mas especifica para o futebol. Recorrerão ao profissional que é o gerente Mazzuco. Se não tem autoridade de dirigente, Mazzuco não tem a mínima condição de dar a solução que se exige. E tendo já participado de dois rebaixamentos do clube, não é confiável como diretor técnico.

E se não bastasse, o caso dos “200 mil”, que todos os dedos apontam para André Macias, criou uma desconfiança moral porque com derrotas, os fatos que investigam comportamento ético tornam-se vulneráveis e públicos. As derrotas não deixam o futebol adotar a regra de que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

O Coritiba precisa imediatamente de um tratamento de choque. E desta vez não passa pela mudança de treinador ou pela contratação de grandes jogadores. A solução poderia ser simplificada se os dirigentes manifestassem o ideal de servir o clube e o espirito de renuncia. Macias, Griebler e Boulos renunciariam aos cargos, permitindo que Bacellar componha uma diretoria de acordo com o interesse final que é o da torcida, e não politico que é o de poucos.

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