Prioridades

A cultura de priorizar uma competição, quando há outra paralela, não é exclusiva no futebol brasileiro. Na Europa a adotam. Só que a prioridade é adotada por times de ponta, que em regra, têm o bastante na reserva para ganhar Copas e campeonatos nacionais. À exceção de Barcelona, Real Madrid, Chelsea, Manchester, Liverpool e Juventus, os outros chegam à exaustão para disputar todas as competições.

No Brasil, nenhum time está em condições técnica e financeira para medir a importância de uma competição. O Internacional é o exemplo recente: quis fazê-lo sem critério para ganhar a Libertadores, hoje está sem ela e assustado pela zona de rebaixamento.

O Coritiba, que anda atrapalhado na vida, não tem que priorizar entre ter a ilusão de seguir na Copa do Brasil e a esperança de não ser rebaixado. Embora sejam competições diferentes, para os coxas uma está ligada a outra. Dispondo-o a ganhar do Gremio, o que irá exigir luta, vai criar condições emocionais e técnicas para continuar reagindo no Brasileiro. É que vitória e derrota sempre tem algum reflexo no futuro imediato, positivo ou negativo.

Solução

Há pessoas especiais que conhecemos na vida, e depois de algum tempo sem vê-las, ganhamos conforto.

Exemplo: o doutor Luiz Carlos Marinoni. Advogado que ganhou tradição pelo brilhantismo e seriedade, é paranista dos grandes, originário do Britânia. Depois de alguns anos encontrei o doutor Marinoni. E nossa conversa obrigatoriamente teve que ser remetia ao Paraná. Toda a pessoa inteligente e culta tem a capacidade do resumo. E o doutor Marinoni falou: “O Paraná não precisa de alguém que entenda de futebol, precisa de alguém que entenda de administração”.

Conclusão única e absolutamente correta.

E concordou com a minha opinião que escrevo aqui: se não fossem esses paranistas que interviram no futebol, o Paraná sequer terminaria o campeonato em razão da ordem de regulamento que não permite atraso de salário.

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