Em Porto Alegre, Grêmio 1×0 Atlético.

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A paixão por maior que seja não pode superar princípios. Continuo entendendo que no futebol, que tem como única verdade a vitória, não existe injustiça. Uma vitória como a do Grêmio no último segundo do tempo extra, não é produto do acaso, mas de um fato. No caso a excelência do atacante Barcos em dominar a última bola do jogo e fazer um belo gol. Quando se vence, por mais que não mereça, sempre é justo. É a lei da selva do futebol.

Mas por esses princípios, o espetacular gol de Barcos e a vitória do Grêmio, não mudam a minha opinião: o Atlético fez um belo jogo. Se não perdesse, teria feito um grande jogo, o melhor nessa fase sem vitórias.

Se foi assim, pergunta o leitor: por que perdeu? A pergunta está errada. A correta é, por que não ganhou? O Furacão foi um time tão bem distribuído, tão bem projetado, que foi brilhante no primeiro tempo. Não mudou no segundo, ao contrário, melhorou quando Sidcley substituiu Nathan. Mas no futebol ser bem distribuído e bem projetado é relativo. É que a solução sempre é remetida para a qualidade do jogador. Um minuto antes do gol de Barcos, a bola do jogo esteve com William Rocha, livre na área tricolor, que perdeu o gol. Às vezes é questão de sorte, porque se sobrasse para Marcelo, o gol do Atlético sairia.

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Bem resumido, o Atlético foi igual ao Grêmio. Perdeu, mas poderia ter ganhado.

Mas só perdeu porque não tem qualidade individual para tornar diferente um jogo equilibrado.

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Gustavo precisa urgente entrar na zaga, para William Rocha ser o lateral no lugar do incompleto Natanael. E o talentoso menino Nathan precisa resolver o que quer da vida. Assim como anda pode ter futuro. Mas lhe falta presente.

E Mosquito com corpo de menino e cara de trintão é um recurso duvidoso. A impressão é que a sua escalação sempre é forçada por algum fato extra.

Contra o Vitória, domingo na Baixada, se jogar o que jogou contra o Grêmio, o Furacão volta a vencer.