Tratava o fato com bom humor, talvez com um pouco de ironia, mas perguntava sem ofender: e o primeiro tijolinho, Petraglia?

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Mas não pense que era uma provocação irônica, lance de duvida, descrédito intencional. Quando temos uma ideia fixa sobre alguma coisa, involuntariamente a adotamos como condição indispensável de vida. Às vezes, a ideia domina o ser humano, que se transforma em uma obsessão. É quando se confunde com a própria razão de viver.

O próprio Petraglia transformou a construção da Baixada como a última coisa a se fazer “nos três anos de vida útil que ainda tenho”, como ele próprio escreveu.

Pois o dia chegou.

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Até o último tijolinho, muita coisa deve ocorrer: traumas, mágoas, processos, brigas político-partidárias,… Uma obra de 180 milhões não se faz sorrindo.

Por enquanto, é pedir que Deus proteja a todos os atleticanos.

De quem?

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Em um acontecimento social, perguntaram ao governador Beto Richa, se ele irá na festa do Atlético. Beto riu e respondeu: “De qual Atlético: o do Fornea, o do Malucelli ou o do Petraglia?

Isso me fez lembrar de um caso que Carneiro Neto conta. Mais ou menos, assim: na época mais violenta do regime militar, o esporte brasileiro era dirigido por um general de nome Montanha, presidente do Conselho Nacional de Desportos.

Com o prestígio do general Ítalo Conti, atleticano dos grandes, o Atlético convidou Montanha para vir a Curitiba. Houve um jantar na casa de Tozinho, o Conti filho, atleticano dos maiores. Depois das homenagens a Montanha, vieram os discursos. O mestre de cerimônia disse: “Agora, com a palavra o presidente do Clube Atlético Paranaense”.

Levantaram cinco ao mesmo tempo…