Já há alguns anos vi o filme “O primeiro ano do resto das nossas vidas”. A história, não esqueço, resumida é assim: amigos da escola, após a formatura, combinando que continuarão se encontrando, contando as alegrias e as tristezas. Quando se tornam adultos, descobrem que estão em conflitos consigo mesmos.
Acontece também com todos nós. Enchemo-nos de ilusões quando jovens, e vamos as descarregando com o tempo. Nossos conflitos internos são inevitáveis, e o que resta é o direito de sempre poder recomeçar. Isso acontece com o time do coração. Dos outros, inclusive.

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Hoje os coxas jogam contra o Corinthians, no Couto Pereira. Não é um jogo qualquer. E não é porque o adversário é poderoso. É que se trata de um jogo de recomeço.

O Coritiba praticou tantos equívocos neste ano, que se obrigou a recomeçar várias vezes. Perdeu seis meses com Ivo Wortmann e com Jamelli, desperdiçou três meses com René Simões, e agora recomeça outra vez com o excelente Ney Franco.

Só que esse recomeço é diferente dos outros. Agora não tem mais outra alternativa, o direito de equívocos está esgotado, o que implica em ser pressionado pela única verdade do futebol, que é a vitória.

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Não é fácil um recomeço nessas circunstâncias. É que a vitória sendo obrigação imposta por números, apenas criará a ilusão de que melhorou. Depois terá que vir outra, e aí outra, e seguida de outra.

O Coritiba, tal como o Atlético, se emaranhou em uma teia de equívocos. Eram para disputar um campeonato para ter uma vida intensa. Agora, pelas circunstâncias do campeonato, com a diferença entre o bloco intermediário e o final, passam a disputar um torneio da morte.

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É o primeiro ano, sem dúvida.

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Dúvidas

O Atlético joga no Rio de Janeiro contra o Botafogo, pela Sul-Americana.

O time anda tão imprevisível, porque Lopes mexe tanto, que já não se pode mais sequer teorizar sobre o jogo.

Mas bem que o treinador poderia usar a oportunidade para escalar Raul na lateral direita e Wesley no meio; ou Nei na lateral direita e Douglas Costa como líbero. O que Lopes não pode é manter o que vem jogando.