Previsível derrota

O Coritiba ganhou o jogo (4 x 2) mereceu ganhar com sobra, mas foi o Atlético quem criou as circunstâncias para a vitória. Mal escalado, sem Zezinho e sem Ligüera, o Furacão entrou desmontado em campo. Quando estava conseguindo se assentar, Guerrón, sem bola, ainda no primeiro tempo, agrediu Lucas Mendes e foi expulso. Foi a segunda expulsão do equatoriano em Atletiba, quando seu time centrava todo o jogo em seu futebol. Estranho.

Era tudo o que o Coritiba precisava para não correr o mínimo risco no Couto Pereira: um rival descaracterizado pela arrogância do seu comandante, e o seu goleador provocando voluntariamente a sua exclusão, quando o jogo mal tinha começado.

Mas foram os erros de Carrasco a causa primária para a derrota. Como no primeiro gol, quando desprotegido pela má formação, o time viu uma bola lançada por Tcheco pegar a defesa adiantada. Anderson Aquino fez linha de passe com Everton Ribeiro, que marcou.

Nem o gol de falta de Paulo Baier criou alento, assim como as entradas de Zezinho e Ligüera, embora dessem mais vida. Mas o Atlético, como é todo o time de um treinador irresponsável, esteve ao Deus dará, e com nove jogadores, pois Marcinho estava em campo, mas, outra vez, não jogou. Quando empatou (2 x 2) estava aberto e era previsível tomar o terceiro, como tomou. Daí veio quarto, com o gol de Renan Oliveira.

No Coritiba, o melhor foi Everton Ribeiro. No Atlético, quinze minutos bastaram para Zezinho ser o seu único destaque.

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