Entre outras coisas que Muricy quer, e que motivou o Fluminense dar justa causa para que saísse, o Atlético tem para lhe dar: a melhor estrutura do futebol brasileiro.
Mas dirão que é um sonho, tem estrutura, mas não tem o dinheiro para pagar o custo de tão brilhante treinador.
O principio básico nos dias de hoje, em qualquer segmento empresarial, é o custo benefício. Um treinador 5 estrelas, como bem me observou o atleticano histórico Valdo Zanetti, acaba reduzindo o custo geral de um clube.
O Atlético é o exemplo recente para si próprio.
Com sorte, porque o contratou por exclusão, trouxe Carpegiani para afastá-lo do rebaixamento. Foi além da obrigação, remetendo-o para a quinta colocação.
Quando seus dirigentes de futebol precisaram de competência para substituir Carpegiani, contrataram Sérgio Soares, uma estrela. E por essa falta de competência, ficaram na mesmice que atende pelo nome de Geninho, duas estrelas.
Para o Atlético trazer um técnico cinco estrelas, tem dois pressupostos: dinheiro e estrutura.
Mas lhe falta um comando no futebol de coragem, competência e bom senso.
E é esse mesmo comando, que está saindo para “todos os cantos do Brasil”, em busca de reforços.
Pobre clube rico.
Referências
Logo que chegou para o Paraná, o jogador Kerlon foi conhecer os locais de baladas de Curitiba. Com amigos de Ipatinga, foi em um no Batel, e discreto pediu uma mesa nos fundos do bar.
Chamou o garçom e pediu: “Amigo, eu sou novo na cidade. Não conheço ninguém. Me apresente algumas garotas. Eu sou Kerlon.
O garçom reconheceu-o e perguntou: “O Kerlon, o “foca”?
Respondeu o jogador: “Sou eu mesmo. Mas viu, amigo, não diga que eu sou jogador do Paranazinho”.
Emocionado em conhecer Kerlon, e querendo agradá-lo o garçom perguntou:
– Eu digo que você joga em que time?
– Diga que eu sou da Inter de Milão.
E a noite foi uma criança.