Pressão

O Atlético joga em Arapiraca sem o direito de perder pontos. É melhor assim. É que, toda vez que jogou com suas opções reduzidas à vitória, o Furacão foi brilhante e ganhou. Foi assim, em Salvador, contra o Vitória, e em especial, em São Caetano.

Não é coincidência, muito menos teoria. É fato verdadeiro e histórico. É da natureza de um grande clube absorver situações de perigo, como se tivesse em jogo o direito à vida na competição. A pressão ao invés de desequilibrar a emoção, motiva, conduzindo à normalidade. E basta ser normal que o Atlético ganha do ASA mantendo uma situação de independência na Segundona. Não precisa ser tão exuberante como foi em São Caetano, mas também pode ser o time inerte que foi contra o contra o América-RN.

Como era previsto em São Caetano, é possível prever para Arapiraca: é jogo para Marcelo.

Brilhante

Tozinho perdeu o pai; eu, um leitor diário; o Atlético, um torcedor, e o Paraná, um grande homem: o general Ítalo Conti. Perder, no caso, não significa perda, porque Ítalo foi tão grande que a história que deixou sempre o conservará presente. Foi embora tranquilo, sem precisar negociar com a morte para completar a sua obra. Um homem que respeitavas as coisas e dava valor ao ser humano, pelo que, para ele, significavam. O general Ítalo foi um militar histórico. É que, quando o regime de exceção era associado do Exército, era tratado quase como um estranho em seu ninho: entre seus ideais democráticos, sobrepunha o de respeito pelos direitos individuais do homem.

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