O Atlético não deveria ter pressa para contratar um treinador. Mas pressa é o que parece ter.

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É oficial que conversou com PC Gusmão. Felizmente para o clube, o treinador fez muitas exigências. Escrevo felizmente, por que Gusmão foi demitido do Vasco por incapacidade. Mas não é só isso. É uma espécie de Luxemburgo sem filtro, tem ligações que não são próprias para um clube como o Atlético. Da turma de Luxa, portanto, amigo de Sergio Malucelli, do Irati/Londrina, iria constranger o presidente Marcos Malucelli. Sério, Marcos vetaria a sua vinda.

Houve interesse, também, por Hélio dos Anjos. Felizmente para o Atlético, Hélio pediu muito. Escrevo felizmente, porque se trata de um treinador superado. No grito, como é usual de Hélio, ninguém ganha mais.

Há estudos por Silas e por Mancini. Silas mistura futebol com ideologia religiosa. Se PC Gusmão exige toda uma comissão técnica, Silas exige um pastor, o seu irmão como empresário, e que todos os jogadores rezem por sua bíblia. Defende tanto a sua ideologia, que arrisca até mandar fechar a capelinha do CT do Caju. Wagner Mancini é uma incógnita. Já é alguma coisa.

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Recado

Em dezembro de 2009, escrevi aqui: “A escolha de Bolicenho para gerenciar o futebol do Atlético é correta. É uma pessoa séria e que fará um bem ao clube”. Ocimar não me telefonou. E nem tinha obrigação, pois não o exaltei por simpatia, mas por convicção.

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Ontem, tocou o telefone, era o gerente de futebol Ocimar Bolicenho: “Não me considero mais teu amigo”. O motivo é a crítica de que há desconforto da sua presença no Atlético, depois da entrevista que deu ao jornal a Gazeta do Povo, em 29 de dezembro de 2010.

Nesta ocasião, confessou que o emociona ainda a lembrança da decisão do Estadual de 1987: “Era um ambiente de corrupção, que favorecia ao Atlético”. Por bem menos, e por causa do Atlético, rompi com atleticanos nobres, sérios e históricos.

Ocimar precisa saber que na imprensa atleticana não tem “manequinhos”. E, por isso, pau que dá em Chico, dá em Francisco.