Presidente campeão

Um dia desses, o publicitário João José Werzbitzki, o bom J.J, escreveu que “a grandeza do Atlético está dentro de cada um de nós”.

A jovem Milene Szaikowski é a representação viva desta verdade. Para que o seu amor pelo Atlético não ficasse limitado à arquibancada, criou o Círculo de História Atleticana. Uma vez por mês, alguém que participar da história do clube, é convidado para contar a sua história de atleticano. Não a história que se encontra em livros ou jornais, mas histórias guardadas na memória e no coração.

Hoje, no 4º. andar da Arena da Baixada, o convidado é especial: Marcus Aurélio Coelho. Era o presidente do Atlético na conquista do maior título da história do clube – o Brasileiro de 2011.

Marcus não foi um presidente que a história irá destacar pelas ironias originadas da obsessão discriminatória. Se a sua atuação na conquista do título foi importante, não deixou de ser também o trabalho institucional que realizou, antes mesmo de ser presidente.

É histórica a sua intervenção decisiva em Brasília, com um grupo de atleticanos, para salvar o Atlético da suspensão de um ano imposta pelo Tribunal Desportivo da CBF, que havia concluído desvio ético na conduta do então dirigente Mário Celso Petraglia, no caso de corrupção de arbitragens.

A educação, própria de sua formação pessoal, a sinceridade na dissertação dos fatos e a angústia do idealista convenceram o senador Osmar Dias a conduzir os atleticanos de porta em porta em Brasília, até o Atlético ser declarado inocente.

Em 2001, foi presidente do ano mais feliz de toda a história do clube, mas, também, o mais tenso, porque foi ambientado pela pressão de políticos em decorrência da CPI do Futebol. O Doutor Rosinha, deputado federal, em nome da “moralidade do PT”, exigia documentos que explicassem de onde vinha tanto dinheiro para o Atlético. De Brasilia, o senador Roberto Requião fazia discursos que repercutiam nos gabinetes rubro-negros.

Foi Marcus Coelho quem bateu na mesa e manteve a contratação de Souza, que Petraglia não queria. Souza, com camisa de reserva, foi o responsável direto pelas viradas contra o Fluminense e o São Caetano. Mais importante que Souza, só Alex Mineiro, que fez os gols. O atleticano que for hoje ao “Círculo” só vai ouvir histórias verdadeiras, do presidente verdadeiramente campeão. Tudo o que ele contar, acreditem, será verdade.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google