Se o campeonato terminasse hoje, o Coritiba estaria rebaixado. Mas o campeonato não irá terminar hoje, o que torna o tema condicionado pelo tempo. E o presente no futebol, sem um final, nada vale.

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A questão é outra, e é aí que a situação coxa se torna temerária. Uma coisa é começar mal; e, a outra, é ficar mal na metade do campeonato. Podem parecer coisas iguais, mas não são. Aquela dá tempo de recuperação, essa torna-a mais difícil porque implica em aliena-la a vários fatores, como soluções técnicas, individuais, diretivas, e até a sorte.

O Coritiba se obriga a fazer do jogo contra o Cruzeiro, a referência para adotar essas providências: a vitória acalma, mas um empate que já seria natural em razão da qualidade do adversário, passa a ser um estímulo para especular ou providenciar atitudes.

Pelas últimas entrevistas, inclusive de profissionais de mando, o ambiente é inseguro. René Simões, que confunde a condição de técnico de futebol com a de pregador do Evangelho, falou que a diretoria “deveria demitir os onze jogadores e o técnico”. O supervisor, de forma involuntária ou não, atribuiu parte da responsabilidade à diretoria em razão de suposto atraso na remuneração dos jogadores.

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É difícil dar uma solução quando todos são culpados.

Ainda mais, quando a solução exige diretamente muito dinheiro, como são a vinda de reforços, e a reformulação da comissão técnica. O que não se pode é atribuir a culpa à eventualidade do futebol. Com a defesa que tem, a inconstância do meio campo pela dependência de Marcelinho Paraíba, e a aposta em Bruno Batata para os gols, tudo era previsível.

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