Até certa altura, e já era caminho do final e sem gols, nada parecendo mudar, o jogo na Arena estava assim: o Atlético Paranaense era um time morno e lento. Quase não jogava, mas poderia, com um pouco de alma, jogar. O Vasco era um time morno, lento e fraco. Era impossível jogar, e por isso simplesmente não jogava.

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Mas aí, e aí já era quase final, o menino Pedro Oldoni, com os seus quase 2 metros, entrou e começou a atrair bolas sobre a área do Vasco. É, ainda que no futebol, no desespero da bola alçada, que se encontra a última esperança. Na última dessas bolas, e agora, definitivamente, já era final, Michel cruzou para a área pensando em Oldoni, eis quem sobe de cabeça para marcar: Ferreira, o ?El jogador?, com o seu quase 1 metro e meio. É um predestinado. Atlético Paranaense 1 x 0 Vasco.

Já se disse que o jogo foi ruim, e foi mesmo. E que o Atlético caiu no marasmo do Vasco, e caiu mesmo, até um certo ponto.

Mas não se ouse buscar na sorte a explicação para tão grandiosa vitória. O predestinado não precisa do uso da sorte, porque sendo um enviado especial, é movido pela fé.

Risco

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Vendo a derrota do Coritiba em Maceió para o CRB (1 x 0), imaginei a seguinte situação: vista esse time coxa com a camisa de qualquer outro que esteja jogando a 2.ª divisão. A impressão que se cria é que estaria no grupo de rebaixados para a 3.ª divisão.

O Coritiba não vai subir porque tem um time, mas porque é Coritiba (entenda-se torcida), o que o torna muito diferente dos outros concorrentes.

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Por isso, não existe risco em afirmar que o único adversário que pode atrapalhar os ?coxas? é o seu próprio time.

Mergulho

Querer tratar a situação do Paraná como eventual é ir contra o seu próprio interesse. Da forma como jogou e perdeu ontem em Florianópolis (4 x 0), não há como se afastar da certeza de que irá ser rebaixado. A impressão é que os jogadores do Paraná estão indiferentes à situação de perigo.

Então, antes de se mudar o técnico, tem que se afastar uma dúvida: o time quer ou não sair dessa situação?