Preconceito

Na discussão sobre o substituto de Geninho, houve quem dissesse que Paulo Bonamigo não era técnico para o Corinthians. Puro preconceito. Não contra Bonamigo, mas contra o futebol paranaense, no caso, o Coritiba. O preconceito no jornalismo é vício insuperável. No Rio e São Paulo, de pai para filho, de geração para geração.

No caso de Bonamigo, a análise negativa partiu de um silogismo, em que a premissa maior foi identificar a campanha do Coritiba como eventual surpresa. A conclusão, embora não expressa, é conhecida e também ortodoxa: uma coisa é dirigir o Coritiba, a outra, o Corinthians.

Estamos impedidos de evoluir. O pior é que colaboramos com isso. É que o preconceito só subsiste em razão da submissão. Não criamos história nacional. Os títulos conquistados foram eventuais. O Coritiba foi campeão em 1985, mas em 1986 já estava na segunda divisão; o Atlético foi campeão em 2001, mas em 2002 terminou em 18.º lugar e agora está correndo do rebaixamento. A sensação de evolução de vida foi uma grande ilusão.

Vergonha

O presidente do STJD Luiz Zveiter mandou dizer que São Januário está interditado até a apuração da responsabilidade do Vasco em julgamento. A pena principal que a lei permite não foi aplicada: a perda de mando. Com a decisão provisória, o STJD praticou um benefício ao Vasco, pois o tirou de São Januário e colocou-o no conforto do Maracanã.

É um incentivo à violência que o STJD pratica. A decisão na Justiça Comum seria caso de correição, de investigação moral e cultural daquele que ofereceu a prestação. Mas quem contraria o STJD?

É necessária urgente uma reformulação na Justiça Desportiva, criando-se a instância final fora do Rio de Janeiro.

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