É de autoria de Mário Celso Petraglia: para ver o Atlético jogar na Baixada, o atleticano pagará 300 reais. Só não lhe será exigido esse valor se for sócio.
Mas como Petraglia nunca tem a razão por inteiro, não está sensibilizando por não jogar às claras. Ao mesmo tempo em que mostra a capacidade de projetar o valor futuro de 300 reais para o ingresso comum, propositadamente não quer tratar do valor que será cobrado do sócio. Com certeza, não será o valor atual de 70 reais.
Da última vez que Petraglia sugeriu o valor futuro, foi perante os conselheiros. Entre outras fontes de renda para pagar a construção da Baixada, a sua locução (gravada, aliás) foi de 100 dólares por mês, que hoje estaria próximo de 50% do valor do ingresso comum. Há uma proporção de valores, embora um pacote de pai e filho único saia por 200 dólares. Sem Petraglia confirmar qual será o valor, o torcedor que não tenha esperança: se o valor não for 100 dólares por sócio, será próximo disso.
Perguntarão: não é um valor irreal, contra a natureza popular do futebol, e contra a própria origem da torcida do Atlético? Todas essas questões foram superadas quando o clamor popular foi buscar Petraglia de volta ao comando do Atlético. O povo que acreditou naqueles seus momentos de humildade, que anunciavam resignação com todas as classes sociais, não pode culpar Petraglia se a paixão for taxada em 100 dólares. Transformaram-no em dono. Nada mais justo que faça o preço.