Preço alto

Só há justiça na vitória. Qualquer motivo, por mais contestado que possa ser, a justifica. No entanto, às vezes, a derrota, mesmo que não possa ser injusta, fica sem consolo. No futebol é quando o time joga bem, domina o adversário e acaba perdendo no final em uma jogada isolada, quase inesperada.

O Atlético perdeu o jogo de São Januário (2×1), no qual teve o domínio sobre o Vasco. Está exatamente aí o grande perigo para o futuro rubro-negro: contra campo e torcida, jogou bem, jogou a sua única boa partida neste campeonato, lutou, dominou um adversário apenas ruim, e acabou perdendo.

A derrota em São Januário

nada mais foi do que o resultado da absoluta ignorância e negligência no trato das coisas do futebol do Atlético. A falta de planejamento tem como conseqüência derrotas como essa, em que o time joga se exaurindo em todos os aspectos, para ter como consolo o inexistente, que é a perda injusta.

Com um pouco de disfarce e fantasia, a esperança de salvação pode até existir. Às vezes, o improviso é menos ruim que o planejamento especulado por curiosos em futebol, que simplesmente por ter o poder isolado, acham que entendem.

O treinador Osvaldo Alvarez não é uma solução planejada, e por isso o risco do fracasso não deve pegar ninguém de surpresa. Vadão é um improviso com algumas circunstâncias agravantes. Duas que se confundem e se tornam única: além de ter seus limites conhecidos do próprio Atlético, assume um time anarquizado pela falta de planejamento e comando, que está desmilingüido tática, emocional e fisicamente.

Dagoberto vai voltar. Embora seja um fato relevante, e à essa altura extraordinário, não se pode e não se deve garantir que vá ser a solução de todos os problemas de campo do Atlético.

De primeira: Acabaram-se espaço e argumentos. Amanhã trato do Paraná e dos coxas. *** Convidado por Nelinton Rosenau, hoje estarei participando do programa Turma do Bate-Papo na Rádio Clube, às 21h.

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