A relevância do fato foi absorvida pela semana dedicada ao Atlético. Mas volte aos jornais de quarta feira, e analisem a gravidade da notícia: sob o pretexto de buscar força para voltar a ganhar, a diretoria do Coritiba, em especial Giovani Gionédis , e a comissão técnica, em especial o treinador Paulo Bonamigo, autorizaram os torcedores a constrangerem os jogadores.

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Um torcedor falou e foi escrito nos jornais: ?Até sexta-feira vamos dar uma trégua aos jogadores.? Não é uma ameaça velada, duvidosa, é expressa. A gravidade está no fato de que a trégua foi condicionada à vitória sobre o Santo André. E, vitória no futebol, todos sabem é um acontecimento incerto, porque depende de circunstâncias, que muitas vezes contrariam a própria vontade do jogador.

Não culpo a torcida, porque lhe foi permitido fazer essa espécie de incursão. Torcida é assim, o que precisa é ter o seu território delimitado com o do clube, e limitado à arquibancada. Giovani Gionédis, como presidente, não poderia dispor de sua autoridade, submetendo-se às exigências de estranhos ao comando do clube. Mais culpados são Bonamigo e Hidalgo, que se supunha tinham o poder de mando no futebol.

Ninguém foi tão infeliz como o treinador, quando disse: ?Vou escolher só os machos?. Quando se identifica alguém pela coragem, identificam-se todos outros como covardes. O comportamento de Bonamigo e Hidalgo foi comprometedor, pois pareceram mais solidários com a ameaça da torcida, do que com o sentimento do jogador.

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Embora o pretexto fosse motivar, criou-se um estado de tensão para o jogo de hoje contra o Santo André. Subtraídos do direito de errar, ?porque a trégua é até sexta-feira?, os jogadores têm que descobrir recursos, que não são inerentes ao ser humano.