Caio Júnior foi imposto pelo presidente Miranda, que já está sendo chamado de ?Petraglinha do Capanema?. Em razão do título estadual, acha que está no direito de decidir sozinho determinadas coisas. ?Eu sou a unanimidade?, teria dito ao escolher Caio Júnior para treinador.

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Se for verdade, o presidente Miranda esqueceu do ensinamento de Nelson Rodrigues, para o qual ?toda a unanimidade é burra?.

No Atlético, a única vez nos últimos anos que Petraglia atendeu a sugestão de alguém foi em 2002, quando trouxe Valdir Espinosa a pedido do Dr. Fleury. Preguiçoso, Espinosa foi mandado embora com o time bem classificado. E de lá para cá foi uma lambança total, começando com Gilson Nunes e acabando em Givanildo, passando por algumas pérolas como Casemiro Mior, Edinho, Heriberto da Cunha, só com Antônio Lopes e Evaristo como exceções. E só vieram quando o Atlético foi flagrado em desespero.

Por enquanto, Estevam Soares, que veio por exclusão, está tranqüilo no Coritiba. A eliminação do estadual foi absorvida porque qualquer torcedor sabia que era injustiça culpar o técnico com o time que tinha. O Brasileiro é diferente. A sua segunda divisão, mais ainda. Não existe conforto e nem desculpa para derrotas eventuais, quando a única ordem é subir para a primeira divisão.

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Resumo da ópera: pelas circunstâncias que envolveram a contratação de cada treinador, é fácil concluir que Givanildo, Estevam e Caio Júnior só irão se sustentar em curto prazo com uma campanha sem sustos para o objetivo de cada clube. Givanildo e Caio já perderam a primeira.

De primeira

O veterano virtuoso Felipe, que esteve por último no Fluminense, foi oferecido por seu empresário Pita ao Atlético. Recordo que há três anos o mesmo Felipe foi oferecido. Não veio, porque Petraglia entendia existir um motivo intransponível e no que tinha razão. Resta saber se o motivo foi removido e a opinião mudou.

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