Por tudo, campeão

No futebol, quando a lógica tem o comando ostensivo não existe perigo de equívocos técnicos. Quando se propunha a não amarrar os sentimentos do torcedor com uma falsa expectativa de reversão, era porque o Paraná já tinha dado a solução ao título do campeonato. A diferença de três gols para a Adap não decorria de uma simples equação matemática, mas de profundas diferenças conceituais: o Paraná não era superior por ser grande e a Adap pequena, mas por ser grande e melhor.

O que já se propunha como fato consumado, aconteceu: com empate a um gol no Pinheirão, o Paraná ganhou o título de um campeonato, em que ele se isolou como raridade de um programa medíocre comandado por Atlético e Coritiba. Parecendo um fato bíblico, estava escrito e assim se fez: o Paraná que ganhara o jogo em Maringá por três a zero, empatou (1×1) no Pinheirão, e é o novo campeão do Estado.

Mais do que uma vitória técnica, o Paraná venceu seus próprios fantasmas. O título nada mais foi do que a conseqüência de um trabalho de recuperação da instituição. Há três anos, esse grupo que dirige o Paraná sob o comando carismático do professor Miranda, adotou a política da racionalidade, gastando dentro do seu poder de gastos. Através de uma excepcional pesquisa de mercado, descobriu valores, conseguindo fazer um futebol responsável, no qual as virtudes técnicas não precisaram ser oneradas com abuso pródigo e financeiro. Ganhou equilíbrio a partir do momento em que voltou a ser dirigido pelo ideal e pelo querer de cumprir a sua missão social, que é atender a sua torcida.

A conquista técnica nada mais foi do que o reflexo desta recuperação institucional. Agora, só falta a volta para Vila Capanema.

Aos tricolores, os meus respeitos.

Melhor

A partir de hoje vaõ começar aquelas eleições de final de campeonato. Qual foi a seleção, quem foi o melhor, quem foi a revelação?

Fiz uma análise profunda, e entre todos os jogadores que participaram, não encontrei onze para formar uma seleção. Só é possível selecionar na maioria das posições, por exclusão ou improvisação. Como não existe seleção por exclusão, e sim dos objetivamente melhores, entendo que qualquer análise racional não autoriza identificar onze jogadores.

Só é possível escolher um, que por ser o único, não pode ser considerado o melhor. Simples único, portanto, superior. Chama-se Flavio, o goleiro do Paraná. Talvez tenha sido a sua despedida, no jogo de ontem. Sem poder contratar Gomes, que renovou com o PSV da Holanda, o Corinthians vai dar uma solução caseira para o seu gol. Flávio é o seu preferido.

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