A rivalidade, às vezes, provoca uma força regressiva contra a evolução humana. No futebol, carrega boa parte dessa força: não satisfeito com o sucesso dos seus, o torcedor busca a satisfação definitiva no sentimento da perda carregada pelos outros.

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Atleticanos se tornaram insaciáveis. Em vez de exaltarem o valor imenso, intenso e definitivo do Furacão, não escondem o desejo do Coritiba continuar jogando na 2ª divisão nacional. Esse é estágio em que a rivalidade, passando dos limites, pode se tornar burra.

Eu compreendo os jovens atleticanos. Às vezes, para se divertir, é preciso mais do que o seu time ganhar. Já fui assim, mas mudei. Lendo o pensador Cícero, aprendi que a vida segue um curso muito preciso e a natureza dota cada idade de qualidades próprias.

O Athletico me mudou. A partir do momento em que se preocupou apenas com si, cresceu e se tornou um dos maiores do Brasil. Não pense que fez isso para se tornar maior que os rivais. O fez para simplesmente ser grandioso. Os reflexos que se projetaram fora do seu quadrado, tornaram-se irrelevantes, por serem simples consequências.

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À certa altura da vida, esperar pelo fracasso dos outros é uma insensatez.

Grande bobagem

Nao sei se temos uma mania natural à submissão, ou se queremos criar essa inferioridade. Entre alguns comentários de Brasil 3×0 Coréia do Sul, houve um que justificando o fato do lateral-esquerdo Renan Lodi ter sido o melhor em campo, associou o seu jogo ao Atlético de Madrid. Quis dizer que Renan se tornou um grande lateral depois que foi jogar na Espanha.

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Uma bobagem própria dos submissos.

Renan não está jogando mais e nem menos do que jogava no Furacão. As suas virtudes naturais complementadas com a formação técnica que recebeu no CT do Caju desde menino, entregaram-no pronto para jogar na Europa.Talvez, dos últimos jogadores que foram jogar em um grande clube europeu, Lodi foi único com formação acabada.