O então vice-presidente do Atlético, Ênio Fornéa Júnior, passou dois anos negociando o termo de acordo com o Estado do Paraná e o Município de Curitiba, para a construção da Baixada para a Copa do Mundo de 2014.
Há dois anos, portanto, já haviam sido tornados públicos os limites de deveres e obrigações de cada parte. Agora, só porque o BNDES aprovou o empréstimo do dinheiro para a construção ao Governo do Estado, voltou-se, embora de forma isolada, a se bater na tecla de que vai se aplicar dinheiro público em obra privada.
Essa oração, além de carregar uma verdade duvidosa, já se tornou populista. É, que independente da influência pública, é ao Atlético, que caberá o risco integral pela construção da Baixada. Sendo pessoa jurídica privada, e por isso, não tendo a solvência presumida como a Fazenda Pública, é o clube que terá alienado o seu patrimônio, e para não perdê-lo, obrigado a criar mecanismos financeiros.
Quando, uma opinião não cria convencimento público, mostra a fragilidade do seu agente. Nada será de graça para o Atlético. E, por isso, qualquer insistência dessa posição, pode levá-la ao estado do ridículo.
Já são fatos definitivos: haverá Copa do Mundo em Curitiba, será na Baixada do Atlético e Petraglia fará o discurso antes da bola rolar.
Lembrança
Machado Neto morreu. Era a representação viva do modelo do ser humano proposto por Deus. Era bom em tudo. De coração, então, pode falar quem o conheceu. Entregando-se o bem social, passou a vida só renunciando, sem querer nada em troca.
Esteve à frente do tempo como narrador de futebol em rádio. Foi o primeiro, por aqui, que tornou mais suave uma narração de futebol, sem o tecnicismo do estilo clássico, em que narração era linear. A narração de Machado respeitava essa técnica, mas a quebrava como rotina pela variação de tom na voz, pelo incremento de posições pessoais e com um jogo de palavras semelhantes, mas diferentes no significado, que conhecemos como trocadilho.
Machado para ir para o Céu não precisava morrer.
Era tão especial, que parecia morar lá e, eventualmente, vinha passar um tempo com nós, mortais.