Entenda leitor: a critica sistemática é aquela que se repete, mesmo de forma diversa, sobre um mesmo fato provocado pela mesma pessoa. Torna-se pessoal, o crítico perde a razão.
Iria esquecer por algum tempo o senhor Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético e presidente do CAP S/A. Não obstante não querer repitir críticas sobre o mesmo fato, mas eu já estava entrando em uma fase de saturação. Iria esquecê-lo por algum tempo. Mas, aí, provocou dois fatos. A eles.
O conselheiro João Melitão Cagni, atleticano como poucos, inconformado com a mediocridade do time, telefonou para Petraglia e disse que não foi isso que o CAPGigante prometeu. O presidente disse que “era para Melitão deletar o seu telefone e que iria tomar providências”.
Quando parecia tudo esquecido, na última reunião todos foram comunicados de que, por ordem de Petraglia, foi aberto um processo na câmara de ética para expulsar o senhor Melitão. Motivo: dizer que o time de Petraglia é medíocre.
Agora, Petraglia, para impedir o avanço das reações em grupo de torcedores pelas redes sociais, sobre a mediocridade do seu time, ameaça ir embora. Coação moral pura. Sem esquecer que Petraglia quer calar alguns jornalistas com processos e proibir outros de trabalhar em jogos do Atlético.
Não demora muito, Petraglia irá proibir a torcida de vaiar, de gritar “queremos jogador”. E não duvide o leitor, que fecha o estádio para o Atlético jogar só para ele. Não sei mais o que escrever diante desse estado que se torna temerário, pelo desequilíbrio. Talvez o poema que Vladimir Maiakoviski escreveu para dar consciência aos soviéticos contra a opressão de Stalin possa despertar os atleticanos.
“Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.”