Poder

Agora é oficial: o Campeonato Brasileiro voltou aos tempos dos coronéis, em que time pequeno é pequeno e time grande é grande. Entenda-se pequeno, não no sentido de diminuto, mas no de poder, que exercido às escondidas, vai consolidando situações previsíveis.

O erro de arbitragem passou a ser decisivo.

Nem discuto o aspecto subjetivo, que está na intenção. Mas o erro no seu sentido literal, que é o fato visto por todos, mas que passa indiferente por quem tem o arbítrio de puni-lo.

Em três dias, tivemos dois exemplos: o pênalti de Miranda, do São Paulo, em Fernando, do Santo André; e os dois pênaltis do Palmeiras contra o Cruzeiro. Um deles, o de Jumar, escandaloso.

Erro de arbitragem que decide uma situação na competição, não se limitando ao resultado de um jogo específico, não é fato novo. E é previsível no futuro. Mas a incidência entre nós havia sido reduzida. Seja pela fiscalização pública através da televisão, seja pelo controle interno de comando, em um certo momento foi possível acreditar na recuperação técnica e ética da arbitragem.

Os antecedentes de ajuda a São Paulo e Palmeiras neste campeonato não estão repercutindo apenas na disputa do título. Começam a ter reflexos diretos na disputa de todos os objetivos, não se limitando à da taça.

Atlético e Coritiba, que não sabem sequer onde estão, passarão, definitivamente, a conviver com esse estado.

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Projeção

Os teóricos fazem projeção sobre o futuro de Atlético e Coritiba neste campeonato. Entendem, por exemplo, que a tabela imediata do Furacão é muito pesada.

Criou-se um campeonato de um outro campeonato: um entre os times que disputam o título e a classificação para os torneios continentais; o outro, que disputa o rebaixamento. Atlético e Coritiba neste outro, com Fluminense, Sport, Botafogo, Santo André e Náutico. O Atlético é o líder, seguido do Coritiba. Basta ganhar em casa, o que se conseguir fora será lucro.

E outra vez serão salvos.

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