Por 2×0, os coxas ganharam o Atletiba e foi justo. É que na pobreza técnica do jogo foram os menos ruins. E só conseguiram superar as suas deficiências em razão do treinador Marquinhos Santos. Ao invés de inventar, criou um esquema que equilibrou todas as funções do time. O resultado foi antes dos vinte minutos, os coxas já tinham liquidado o jogo com os gols de Rafhael Lucas e Alan Santos. E só não golearam em razão da falta de qualidade nas conclusões.
Os atleticanos já estão atribuindo mais essa derrota para o Coritiba, ao fato do time ser um sub-23. Apaixonados, não sentem que estão sendo enganados. Esse argumento não vale mais: é a regra criada por um senhorio, que transforma os torcedores em escravos da sua vontade. Se o senhorio não tem orgulho próprio, perder, inclusive um Atletiba, torna-se irrelevante. Esse argumento não vale, em particular, para justificar mais esse fracasso em Atletiba, porque quando fez o resultado, o Coritiba jogava com Vaná, Norberto, Luccas Claro, Alan Santos, Carlinhos, Rafhael Lucas, portanto, a base do time, que um dia desses estavam jogando no sub-20. O mais grave de tudo é, que talvez, a torcida do Furacão já esteja merecendo, pois se entregou à vontade do arbítrio. Não se engane o torcedor atleticano: o pecado do time não é a inexperiência, é a falta de qualidade. A exceção do goleiro Lucas Macanham e do meia Bruno Motta, ninguém pode compor um grupo com ambição.
O jogo foi o resumo do atual estágio técnico do futebol paranaense: pobre. Não chegou a ser medíocre, em razão dos 20 minutos iniciais do Coritiba, que dentro dos seus reduzidos recursos, foram excelentes.
João Paulo, veja só, foi o melhor do jogo.