O custo do comando irresponsável de Petraglia, enquanto presidente do clube de maior torcida do Paraná, aos poucos vai sendo apresentado. E não está custando barato. Mais oneroso do que os empréstimos que indisponibilizam todo o patrimônio real do Atlético, está sendo a gestão pródiga de erros no futebol, que maltrata o sentimento do torcedor. Há quatro jogos, o Atlético de Petraglia não ganha e há 350 minutos não
faz gol.

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Pela Copa do Brasil, o Furacão perdeu ontem em Natal para o frágil América, time de segunda. E pelo placar de 3×0, que por ser clássico, encerra o desequilíbrio de virtudes de quem ganha e defeitos de quem perde.

Há derrotas que não deveriam surpreender. Essa do Atlético, em Natal, é uma delas. É que não se pode dissociar os fatos que precederam ao jogo, dos fatos do jogo jogado. Associando-os é possível afirmar, que nem a derrota e nem o placar, mesmo que esse seja extravagante, foram surpresas. O Furacão, a partir de ontem, em Natal, passou a ser comandado por seu quarto técnico (Leandro Ávila), que já tinha sido bem sucedido há três meses atrás, mas que foi afastado por conta de comando especulativo e arbitrário do presidente Petraglia.

Escrevi na terça, que Leandro terá dificuldades de repetir o trabalho anterior. De quando saiu para hoje, as coisas mudaram: enfraquecido por Doriva, o time, que por natureza não tem qualidade, ficou ainda mais frágil porque não há experiência para compensar a deficiência individual. E os adversários se reforçaram, arrumaram-se taticamente, enquanto Petraglia se manteve insensível à necessidade de reforços, por ser obtuso para tratar do futebol como instrumento de alegria da torcida, mas usá-lo apenas como trânsito para satisfazer ambições. Aqui, um parênteses: Petraglia lá atrás, em maio de 2011, antes de ser eleito afirmou que não gosta de futebol e não sabe fazer futebol. “Só obras”, disse ele. Está na rede. Para quem não gosta de futebol e não sabe de futebol, Léo Pereira, Cleberson, Deivid, Paulinho Dias, Otávio, Bruno Mendes, Bruno Furlan, são iguais a Ricardo Goulart, D’Alessandro e Ganso.

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Em pesquisa do IBOPE divulgada ontem, a torcida do Atlético é a 15ª maior do Brasil. De 2,4 milhões de atleticanos, 16,8% têm ensino superior completo. É a terceira mais culta e de poder aquisitivo, sendo superada apenas por Fluminense (22,3%) e Palmeiras (17,9%).

Pobre torcida rica.

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