Bom era o tempo que a ilusão que originava do sentimento do torcedor pelo clube de coração. Nos tempos de hoje a ilusão é provocada por promessas, que se repetem e se incorporam na vida dos clubes. Os cartolas perdem o pudor, transformam-nas em mentira sem perceber o nariz que cresce diariamente como se fossem bonecos esculpidos por Gepeto, saindo das “Aventuras de Pinóquio”.

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Administrados por promessas e mentiras, Atlético e Coritiba irão terminar a temporada de 2015, com a última rodada do Brasileiro, em uma espécie de pobreza que o falta de dinheiro é o mínimo. É a pobreza pela falta de respeito ao torcedor, por ignorar a lealdade do sócio e usar a paixão de arquibancada como instrumento de satisfações diversas.

Atlético

De Mário Celso Petraglia já se escreveu tudo. Perdedor nato no início, tornou-se perdedor voluntário, porque se tornando um empresário do ramo do futebol aprendeu que o custo-benefício de uma conquista no campo faz o clube gastar. É como se adotasse o principio de economia que não se concilia com a paixão do torcedor, que é o de quanto menos gasta, mais sobra. É bem por isso que o Atlético se despede em Santos cumprindo, outra vez, tabela. Menos mal, porque antes jogou para não ser rebaixado no Estadual, foi eliminado pelo semi amador Tupi na Copa do Brasil e eliminado pelo Luqueño na Sul-Americana. Tudo isso no ano em que o Atlético de Petraglia faturou aproximadamente 70 milhões em negócios com a cessão de jogadores.

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Coritiba

De Rogério Portugal Bacellar, escreveu-se pouco. Deveria se escrever mais, tamanha a decepção que provoca entre os coxas. A marca Bacellar, já escrevi, é de respeito em razão da dignidade, da formação pessoal e cultura. Esse Bacellar assumiu o Coritiba com um grupo prometendo uma nova vida no campo e nas finanças, é uma decepção.

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No campo, esse Coritiba prometido por Bacellar foi humilhado pelo Operário na perda do título estadual, e passou quase todo o Brasileiro na zona de rebaixamento, só ficando a salvo em razão da história do clube. Mais grave: não saneou as finanças, atrasou salários e como corolário permite que o centro de treinamentos da base seja causa para ação de despejo por falta de pagamento. É bem por isso que esse Coritiba enfrenta o Vasco transformando a quase a simbólica chance de 1% de ser rebaixado em chance integral, porque a humilhação já foi consumada.