Fale com um piloto de avião e ele vai lhe contar a segurança do comando pelo piloto automático. Por isso, a ilustração feita por Levir Culpi para resumir o estado atual do time do Atlético foi brilhante: o trabalho foi grandioso a ponto de tornar quase um programa automatizado o modelo de jogo do líder.

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Mas não interpretemos no sentido literal a ilustração de Levir. O piloto automático nada mais é do que um computador programado para a condução de um bem móvel; o piloto automático a que o grande técnico se refere é composto de ser humano, que por mais preparado que seja, tem o seu limite de acerto e o seu direito ao erro. Daí existir a possibilidade enorme de turbulência. Como ela em regra não significa trânsito para queda do avião, no futebol não significa necessariamente. Apesar das dificuldades pode ser absorvida.

O piloto humano ainda é insuperável.

A Ponte Preta não joga apenas interesse próprio, mas o interesse geral do futebol paulista, cujo poder exercido fora de campo, às vezes torna-o pouco transparente. Santos, Palmeiras, São Paulo, São Caetano e Federação Paulista de Futebol serão meros observadores do jogo de Campinas?

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O poder do Atlético está na maturidade que seu time ganhou neste campeonato. Já enfrentou toda a espécie de provação, e venceu até aqui. A partir deste jogo em Campinas, enfrenta a última que é essa fase de cinco jogos.

Não será mais difícil do que as que já passaram.

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Vazio

A sugestão de que o Coritiba pode entregar o jogo para o Santos foi tão vadia, que se esvaziou sem nenhum trauma. O estágio do futebol subiu tanto, que os profissionais conseguem separar sentimentos de arquibancada com a responsabilidade no campo.

Qualquer análise que se faça do jogo do Couto Pereira, tem que passar longe desta idéia produzida a partir de uma rivalidade barata. A própria rivalidade entre Atlético e Coritiba é um instituto nobre e que tem que ser preservado com dignidade.

Por dignidade o Coritiba não vai perder para o Santos. O problema é que ter dignidade não basta. É preciso ter jogo e esse os coxas até aqui não demonstraram ter.

De primeira: Mário Sérgio perdeu o título estadual pelo Atlético em Curitiba. Volta à cidade jogando contra o rebaixamento pelo Atlético Mineiro contra o Paraná.

Curitiba não faz bem a Mário?