Pensando bem, Domingos Moro tem suas razões quando censura a imprensa de Curitiba. Nenhum daqueles colegas que estava lá no Iguaçu teve a coragem de dizer qual era o estado de Moro, quando discursou todas aquelas bobagens.

Como estava o vice-presidente do Coritiba quando se apresentou para o triste espetáculo: estava sóbrio ou já estava dominado pela euforia estimulada? A embriaguez era produto da emoção da faixa que estava a caminho do peito, ou da embriaguez quase voluntária?

Nenhum repórter de rádio disse e com certeza nenhum jornal irá escrever qual foi a razão do destempero de Moro: bebeu além da conta. O erro não está no simples beber. Às vezes o ambiente nos traga e nós leva além dos limites. O erro está em praticar esse excesso em público, e usá-lo como estimulante para individualizar-se. Quando a natureza do homem não consegue dissimular esse estado, ele provoca o caos. O mais grave é que o faz conscientemente.

Entre o dirigente e o clube há uma relação indissociável. O dirigente é a representação viva da instituição, independente de poderes de administração. Seu comportamento positivo ou não, repercute direta e imediatamente na imagem do clube.

No caso de Moro, o Coritiba foi violentamente afetado pelo aspecto moral. A ironia que é provocada por esse estado irregular, vira piada. Moro já é piada. Mas tem as suas razões. A imprensa de Curitiba o tornou uma estrela, dando importância desproporcional e absurda às suas atitudes casuísticas e oportunistas. Uma noite de vergonha.

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