Pessimismo

Quando nada ou quase nada se tem, vai se ver que ainda resta uma esperança. É aí que surge uma força que se desconhece, mas atua e derrota o pessimismo. Mais do que qualquer outro, o adversário do Atlético é o pessimismo. É um estado que surge como consequência de vários outros: insegurança e idéias derrotistas, que às vezes, são pregadas por um simples sentir ou querer.

O Atlético joga hoje em Goiânia, contra o Goiás. O bom senso, que no futebol é escondido pela paixão, cria um natural estado de pessimismo entre os atleticanos. São os números: o time está um fiapo na frente do grupo de que vai cair, e não ganha há três jogos. Quando joga bem, como ocorreu contra o Palmeiras, é privado do mínimo de qualidade individual dos jogadores, que são chamados a decidir: Danilo na zaga, Alan Bahia no meio e Pedro Oldoni no ataque.

O jogo do Serra Dourada cai como uma luva neste momento de angustia atleticana. É de se presumir que o time, taticamente, evolua, e que com o retorno de Valencia e Júlio César ganhe mais segurança individual. A volta de Júlio, em especial. Não que seja a solução para todos os males, mas é uma atenuante para o mal que o ataque sofre com Pedro Oldoni.

Arrisco dizer que fecho o assunto com um pouco de pessimismo. As coisas estão evoluindo. Quando escrevi a 1.ª frase, era um pessimista por inteiro.

Lição

Certa vez, e já se passam 20 anos, Geraldo Damasceno, o imenso Geraldino, ensinou-me como tratar um jovem que está começando a jogar futebol. Disse-me: “Quem sabe, joga com qualquer idade, a qualquer momento e em qualquer lugar”.

No domingo, vendo o Fla-Flu, lembrei de Geraldino e da sua lição. Maracanã, 65 mil pessoas, o maior jogo do Brasil. Melhor em campo: Éverton, 19 anos, ex-Paraná Clube.

Chegou na quinta-feira, treinou na sexta, e foi jogar no domingo. Agora, todos no Rio de Janeiro querem saber quem é Éverton.

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