A Globo, pelo Jornal Nacional, fez na quinta-feira uma matéria sobre a ostensiva ameaça aos clubes por empresários e clubes do exterior. O motivo foi o desespero que levou o Grêmio a fazer um novo contrato com o menino Anderson, de 16 anos. Para aumentar a multa por rescisão, fez o seu salário sair de 800 reais para 40 mil reais. Em tese, Anderson custa 30 milhões de reais.

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Não sou jurista, nem professor. Sou um simples advogado, que ainda se obriga a estudar matérias que parecem primárias, já dominadas por estágios de último ano.

A maioria dos clubes, em equívoco, pensa que a única proteção é a cláusula penal. É aí que está o grande equívoco. A multa obriga apenas as partes do contrato, clube e jogador. As obrigações limitam-se às partes desta relação. Não alcança o clube do exterior, que se submete ao Estatuto de Transferência da Fifa.

Com regras absolutamente subjetivas por não serem técnicas, a Fifa arbitra o valor do passe de acordo com a sua conveniência. O exemplo clássico é o de Ronaldinho Gaúcho: na época, a Justiça do Trabalho do Brasil arbitrou em 25 milhões de dólares os direitos do vínculo; a Fifa arbitrou em 5 milhões de dólares que foram pagos pelo PSG.

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Entendo que não basta modificar a lei, protegendo o clube com o passe e o direito de formação. A Fifa despreza o princípio da soberania do Brasil e ao invés de respeitar as decisões judiciais, usa-as para amedrontar e punir clubes e jogadores.

A solução contra a pirataria dos estrangeiros e dos agentes, que subtraem (Ronaldinho Gaúcho) ou obrigam os clubes a cederem por preço desproporcional ao valor (Kaká), só poderá ser combatida com medidas enérgicas do Judiciário como poder, obrigando o respeito às suas decisões e reação dos clubes, através da CBF.

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Não pode haver uma lei para os brasileiros e outra para os europeus.

De primeira

Minha caixa eletrônica está cheia de atleticanos que ficaram indignados por eu não ter escrito sobre a parceria do Atlético. Dei a notícia há trinta dias. O que penso, escreverei na segunda-feira.