Para escrever, estou esperando a decisão judicial sobre Guerrón, mas daí me pergunto: se o julgamento provoca tanta angustia, se é a grande esperança, então a diretoria do Atlético iludiu a sua torcida?

continua após a publicidade

A memória é curta para algumas coisas que acontecem na vida. No futebol, então, é curta e estreita. Até um dia desses, Guerrón era um jogador descartado. A torcida não o deseja-va mais. No retorno, recebeu-o com vaias. Mas, de repente, transformou-se na tábua de salvação. O significado dessa importância que a torcida obriga-se a dar a Guerrón é grave. É a consequência da falta do grande time prometido por Petraglia, que obriga o treinador a recorrer a Marcinho como opção de surpresa, e reduzir as esperanças em Paulo Baier.

E me pergunto mais: Guerrón será absolvido?

Sem fazer juizo das razões de convencimento do despacho, respondo-me que não. O Atlético solicitou à FPF que fosse à CBF pedir para jogar no Couto Pereira. A entidade não conseguiu, e hoje, a maior torcida do Paraná não tem para onde ir. Depois, solicitou que as finais fossem apitadas por árbitros de outra federação. A FPF negou. Agora, um lance de revide pune seu melhor jogador com duas partidas, e a entidade nega-lhe efeito suspensivo.

continua após a publicidade

Dirão que está tudo dentro da lei. Posso até concordar. Mas, interpretando o evangelista Lucas, o mundo criou a máxima: “Aos amigos tudo! Aos inimigos, a lei”. Copiando os portugueses, Petraglia tem uma palavra a dizer nisso tudo.

Que Guerrón, que nada. O Atlético, por ser grande, tem que decidir por si próprio.

continua após a publicidade