Em Londrina, o Atlético jogou fora pelo menos duas dúvidas que provocava: Fernandinho continua sendo excepcional, bastando ter liberdade para jogar, e seis anos depois de Alberto ter ido embora, finalmente surge alguém que sabe jogar pelo lado, sem improviso: Etto.

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Pode parecer uma análise comum. Não obstante, estes fatos repercutiram em um projeto tático que agride sem ficar à espera do casuísmo que é o erro adversário. Fernandinho próximo a área, vai além de um bom armador: é goleador. Com Etto, torna-se possível a variação de jogo, com o impulso do ala como fator imprescindível para qualquer esquema que se adote no futebol.

Importante como a vitória, que estava no limite da lógica, foi o jogo atleticano, que não era esperado em razão do estado de dúvida.

Tremedeira

Jogar bem em Irati, o Coritiba não jogou. Ganhou por 3 a 2 e embora o futebol permita que se ofereçam vários motivos para justificar um fato, um é incontroverso: o Iraty, que perdia e virou (2×1), não acreditou que poderia vencer. Talvez, se a virada não fosse inesperada, como é uma em dois minutos, mas ao natural por estar jogando melhor, poderia ter o controle final. O inesperado, desequilibra um time inexperiente. Desequilibrado emocionalmente, o Iraty abriu espaço. Então, a necessidade do Coritiba ganhar, fez originar duas situações de pênaltis (existentes) e ganhar o jogo.

Lembranças

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Há quinze anos deixei o rádio. Um dos motivos era a minha inquietude diante de alguns fatos, que provocavam posições tidas como parciais, embora nunca tenha sido.

Fui provocado por essas lembranças vendo a emissora que transmitiu o jogo de Londrina. Não discuto o mérito da opinião, embora dela discorde. Mas querer a cada minuto, forçar a opinião, associando-a a existência ou não de um equívoco da arbitragem, para anular o brilhantismo de uma vitória, não é correto para quem tem obrigação de ser imparcial.

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