Na Baixada, Atlético 1 x Atlético-MG 0.

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A esta altura do campeonato jogar bonito é jogar certo. A arte, o belo e o extraordinário, se concentram só nos números do resultado. O resto torna-se irrelevante. E, por isso, o Furacão foi imaculado, encantador. O jogo mal tinha começado, antes de bater no primeiro minuto, quando Paulinho Dias pegou uma daquelas bolas de sobra e, de fora da área, chutou para marcar o gol.

O jogo ficou como todo o rubro-negro queria: o time que Culpi comanda não é treinado para atacar, mas para contra-atacar. Se não tem espaço é tragado pela marcação atrás da linha a bola. Com Diogo Tardelli, seu único talento, anulado por David, passou a jogar bolas numa área que tinha o zagueiro Gustavo, o melhor do jogo.

Alguém me disse que, se o Atlético não tivesse feito o gol quando a bola mal tinha completado um giro, o jogo seria outro. Mas o Furacão fez o gol. E o futebol não se faz com hipóteses. O futebol se faz com fatos. E o fato é que o Furacão entrou pretendendo atacar, fazendo do gol uma hipótese provável que ocorreu.

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Nada mais justo à partir dele impor a regra do jogo, que era fazer o que o Galo pretendia fazer: se defender e contra atacar. Culpi provou do próprio veneno.

Maldade

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Alex vai maltratando o sentimento de quem gosta de futebol.

Como se fosse com o propósito de deixar marcas profundas de saudades vai fazendo um jogo melhor do que o outro nessa fase de adeus. Contra o Corinthians, no Itaquerão, Alex teve momentos de divindade: a inteligência para ver Robinho num espaço vazio cercado de corintianos no primeiro gol, e o talento para preparar a bola e chutá-la em curva contra Cassio, no segundo.

Alex jogou tanta bola e fez o Coritiba jogar tão bem que, por um momento, mudei um princípio que tenho no futebol. Às vezes, há injustiça. O gol no final de jogo que tirou a vitória dos Coxas (2×2) foi um dos raros momentos no futebol em que um fato embora seja número, é injusto.