Em Londrina, o Atlético pode até perder pela diferença de um gol, que ainda assim será finalista do Estadual. A pergunta é: qual é a extensão desse direito do Furacão ganho pela vitória no Janguito?
Em qualquer circunstância, o time que precisa reverter a vantagem precisa alcançar o que na própria vida não é possível: o equilíbrio perfeito em todos os setores e em todas as funções. Para se ter esse equilíbrio, perde-se o direito ao erro. E o erro em situações de pressão como essa passada para o Londrina, não é uma exceção.
O Atlético tem as suas fragilidades, sem dúvida. A defesa é insegura, mas busca superar essa deficiência jogando em velocidade a partir de Sidclei, Hernani, Nathan, Zezinho, Guilherme, Harrison e Marcos Guilherme. Se Nathan ou Harrison começar é melhor para Marcos Guilherme, pois há sempre um passe para usar o drible e a finalização em velocidade.
Surge então a exata extensão do direito de perder: exigir perfeição do adversário, quando no futebol atual, todos são imperfeitos.
Decisão
Qual é a razão do Coritiba querer Vagner Mancini para seu treinador? Presumo que seja o seu trabalho no Atlético, que resultou na final da Copa do Brasil, terceiro do Brasileiro e vaga na Libertadores.
Não são poucos, e são bons, os antecedentes recentes de Mancini. Mas é preciso analisar as circunstâncias em que eles foram criados. O time era razoável, Antonio Lopes e Moraci Sant’Anna na linha de frente e de trás, e não havia crise de relacionamento.
Enquanto o Coritiba não esclarecer o caso da carta dos jogadores ofendendo o presidente Vilson, faltará o que é fundamental para começar um trabalho: a confiança.