Quando começo a escrever, já recuperei a razão. Então pergunto: quem escalou Adriano? O Atlético começou a ser goleado pelo Londrina, e o foi inapelavelmente por 4×1, na escalação de Adriano. Qual o torcedor atleticano que não queria a bola jogada de qualquer maneira para frente só para ver Adriano? É isso aí: a presença do Imperador desconcentrou os meninos. Adriano, ao invés de ser exigido como mais um que deveria se integrar ao esquema, e ser tratado como mais um a se entregar ao jogo, foi tratado como um ídolo de todos. Resultado: o Furacão reduzido ao simbolismo do Imperador, quase uma coisa abstrata para o futebol atual de exaustão, autorizou o Tubarão a massacrá-lo. E foi um massacre, sem dó e sem piedade.
Dirão que o Atlético não tinha nenhuma pretensão no Estadual, que jogou com um sub-23, e que por isso, tudo seria lucro. Mas quando é que o Atlético terá alguma pretensão? Esse marketing do petralismo já está caduco e não serve mais. Depois de reverter a derrota para o Paraná, e adquirir a vantagem de um gol sobre o Londrina, o Furacão criou mais uma esperança do título, que a sua torcida não vê há muitos anos. No mínimo deveria jogar com responsabilidade em Londrina. Mas, a partir da escalação de Adriano, em prejuízo de Guilherme, Nathan ou Harrison, meninos pingando óleo, quis fazer um jogo de marketing.
E mais uma vez, o Furacão de Petraglia saiu de campo como um perdedor.
Desespero
Na segunda-feira que passou, os conselheiros do Coritiba ficaram engasgados com o valor atual da dívida do clube: 140 milhões de reais. Quase se afogaram quando souberam que as receitas futuras estão oneradas até 2017. A previsão é a de que o clube termine o ano com uma dívida de 200 milhões de reais. Em resumo, em linguagem figurada, é possível afirmar que o Coritiba vai terminar 2014, quase o valor que o Atlético pagou por sua parte para construir a Baixada.
O nome de Giovani Gionédis para presidente voltou a ser provocado como o único capaz de reconstruir o clube.