Não vou ser hipócrita, vendo pela televisão, afirmar que o Atlético perdeu em La Paz porque não suportou a altitude de 3.660 metros acima do mar. Essa desculpa se esvazia, porque que antes que fossem jogados 30 minutos, o goleiro Weverton já havia praticado dois milagres. O gol de Adriano no final do primeiro tempo foi mais simbólico do que uma consequência de recursos do Furacão.

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A altitude de La Paz pode ter influenciado na derrota, também, não vou questionar porque o ar se sente e não se vê. Mas não influenciou tanto quanto a falta de qualidade do time para a Libertadores.

O Atlético tinha tudo montado: uma comissão técnica, com o professor Moraci Sant’Ana, segundo o grande Parreira, um especialista em altitude. Tinha Léo, Luiz Alberto, Paulo Baier, Botelho, Bruno Silva e Everton, tinha um time já formado. Preferiu especuladores espanhóis, e quis vender ilusões com Sueliton, Cleberson, Natanael, Crislan, Paulinho Dias, João Paulo, tendo como corolário Adriano.

O Atlético, podendo perder até por dois gols, foi descartado do Estadual, de forma humilhante pelo Londrina. Agora, foi eliminado pelo primário The Strongest, da Bolívia, no grupo tecnicamente mais fraco da Libertadores, quando o empate era o bastante.

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Dirão que o projeto no futebol está errado.

Não concordo. O projeto está errado, quando existe projeto. No caso do Atlético não existe absolutamente nada. O futebol é um instrumento para iludir e enganar a sua torcida. É uma humilhação atrás da outra.

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Depois da derrota no Estadual, seguiu-se a greve na obra da Baixada por falta de pagamento dos operários. Agora, a eliminação em um grupo sem expressão, da Libertadores. Depois, vem o teto retrátil e a construção da Areninha.

Esse é o Atlético de Mário Celso Petraglia, que voltou a perder.