Perdedor, o final

O presidente Mário Celso Petraglia postou uma foto de Henrique Gaede, seu principal opositor, tomando cerveja em Recife, vestindo a camisa atleticana. Uma maldade, sem dúvida, motivada por uma única razão: com histórico de fracassos no futebol, Petraglia só tem como alternativa de manter o poder o exercício da desconstrução da imagem pessoal dos opositores.

O Atlético, ontem, no Morumbi foi derrotado pelo São Paulo (2×0) e perdeu o título da Copa do Brasil Sub-20. Seria uma perda irrelevante, um fato de pé de página, se não fosse o detalhe de que foi mais um título que o Furacão perdeu no comando de Mário Celso Petraglia.

O passado recente é a síntese do que ocorre há duas décadas. No ano que Petraglia prometeu ser o do futebol, o Furacão teve que disputar o Torneio da Morte para não ser rebaixado no Estadual, foi eliminado da Copa do Brasil pelo Tupi, time da quarta divisão nacional, foi eliminado da Sul-Americana pelo semi amador Sportivo Luqueño, do Paraguai, até um dia desses lutava para não ser rebaixado para a segunda divisão nacional e agora perde o título da Copa do Brasil Sub-20 para o São Paulo.

Em comum

Em todos esses fracassos existe um ponto em comum: o uso do futebol não como valor social, mas como negócio. Essa verdade torna-se objetiva pela incapacidade de gerenciamento. Veja só o caso de ontem no Morumbi: o técnico do Sub-20 (nem sei quem é), por ato voluntário ou ato mandado, desmontou o time, que fez uma campanha brilhante no torneio, para escalar jogadores que estão jogando no time principal. Resultado: o time perdeu o sentido coletivo, e os jogadores “rodados” como Marcos Guilherme, Bruno Mota e Crysan mostraram que isolados são limitados.

Para Petraglia o fracasso de ontem no Morumbi, lhe chega como um consolo. Pode ter sido o último da sua vida de perdedor.

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