Contra um razoável Fluminense, no ambiente neutro de Juiz de Fora, o Atlético continuou rezando as dezenas do seu rosário, sem título. E desta vez perdeu o título da Primeira Liga, de forte valor simbólico em razão de ser inédito no futebol brasileiro. E no final de cada dezena desse rosário não existe mistério: em cada fracasso atleticano, colhem-se, sem precisar de qualquer elemento cientifico, ou de fórmulas de laboratório, as digitais de perdedor do doutor Mario Celso Petraglia.
Por que Atlético de Petraglia é um perdedor?
Não busco no aspecto subjetivo para responder que o Atlético não ganha títulos porque Petraglia é pé frio. Esconder a verdade nesse subterfúgio seria uma defesa do doutor. O Atlético não ganha título porque Petraglia é absolutamente incompetente para tratar de coisas do futebol. Construir a Baixada e o CT do Caju não depende de ideias, mas de dinheiro. E Petraglia mais do que ninguém sabe onde buscá-lo, em especial, nos cofres públicos. Mas o futebol como jogo, por não ser ingênuo, reclama mais do que dinheiro, que, aliás, é um elemento que não falta ao Atlético. Para dirigir futebol é preciso capacidade, que recepciona na sua constituição a visão, o conhecimento, o discernimento e desinteresse por causa própria. E por não ter essas virtudes (ele próprio confessa) Petraglia eterniza os fracassos do Furacão.
Há um outro fato relevante e que torna o problema mais grave: se não tem a obrigação de entender de futebol (e não tem), Petraglia deveria ser leal ao clube e à sua responsabilidade de estar dono do clube, o que não ocorre ao entregar o comando da maior e melhor estrutura física do futebol brasileiro a Paulo Carneiro e Márcio Lara, dois profissionais desqualificados.
O resultado desse estado projeta-se no espírito dos jogadores. O time não combate a sua obrigação a simplesmente jogar. A vitória não é necessariamente obrigação. Os jogadores no Atlético, e não é de hoje, são educados pela cultura mercantilista produzida e editada por Petraglia. Eles têm consciência que estão no Atlético apenas como objeto de futuro negócios, ganhando ou perdendo. Está faltando de idealismo amador no Furacão.
A questão, como se vê, é bem simples.
Complexa é a solução.