Em Macaé-RJ, Fluminense 2 x 1 Atlético. A derrota do Furacão foi a primeira de muitas que seguirão. Com esse time, perder será a regra; vencer, a exceção. Explico essa posição a partir de fatos que ocorreram em Macaé, portanto, indiscutíveis. O Fluminense jogou com um time fraco, mescla de reservas e juniores. Deste fato, que não se pode ignorar, originou-se o fato mais grave: o Atlético foi bem disposto em campo, submeteu o Fluminense ao seu domínio na maior parte do jogo, e depois, com Baier, passou 20 minutos perdendo gols. É aí que vem a terrível conclusão: jogando bem, com seu time principal, o Atlético perdeu para um fraco time de reservas do Fluminense.

continua após a publicidade

Não venham, portanto, os fanáticos e os teóricos com explicações técnicas e táticas para esse fracasso. Quando um time perde para um time de reservas, impondo-se no jogo, o futebol só explica de uma só maneira: falta de qualidade.

A derrota em Macaé nada mais é do que o resultado de um engano contra a torcida. Esqueceu-se que esse time é o mesmo que voltou da Segunda Divisão por uma bola do regulamento. É um time, portanto, literalmente de segunda. Apesar do tempo no futebol, o presidente Petraglia tem dificuldades de aprender que um time fraco em qualidade individual não se torna bom com o passar do tempo. Sempre será ruim. E o tempo, ao invés de corrigir as deficiências, agrava-as, pois essas não conseguem suportar o peso da responsabilidade.

Veja, o torcedor, se não tenho razão com esse exemplo prático: o tempo, por mais que passe e se estique, não vai conseguir fazer Marcelo correr, pensar e olhar ao mesmo tempo. Não fará Botelho ter noção de espaço pela esquerda. Não fará de Éderson, Ciro e Marcão um ataque com o mínimo de condições para reverter números.

continua após a publicidade